Nas últimas semanas temos visto inúmeras opiniões sobre os mais diversos temas: eleições, políticos, partidos, economia, assistencialismo. Embora eu considere toda esta movimentação muito benéfica para nossa sociedade, me deparei com alguns excessos sobre os “eleitores do PT / PSDB / PSOL”, sobre “os nordestinos”, sobre os “beneficiários do bolsa família”.

O cérebro humano usa a generalização como recurso para facilitar a tomada de decisão. A grande vantagem é a otimização de recursos como tempo e energia aplicados a cada processo decisório. Mas justamente por ser uma forma de simplificação, a generalização implica em distorções.

Mais grave é quando a opinião ou conclusão é formada muito cedo ou rapidamente, podendo levar a uma classificação incorreta.

E agir com base em um julgamento impreciso provavelmente irá gerar atitudes que provocam consequências indesejadas.

Em quase todo processo de Coaching o cliente irá reavaliar uma série de pré-julgamentos, conclusões e crenças que o estão prejudicando ou limitando.

Algumas questões que podem ajudar:

Quais dados levei em conta para chegar a esta conclusão? Qual o tamanho da amostra? Qual a fonte dos dados?

Onde poderia buscar novas informações sobre o tema? Há especialistas no assunto? Posso “ir a campo” para observar?

Existem outros pontos de vista sobre o tema? Qual seria uma nova perspectiva?

Creio que aprofundando um pouco podemos evitar uma série de problemas de relacionamento, gerar mais e melhores ideias e construir nosso futuro como indivíduos e como sociedade.