Aos poucos estamos entrando no clima da Copa. Mas como esquecer do gosto amargo que ficou após tantos atrasos, desperdícios, projetos inacabados e obras malfeitas?

Acredito que devemos separar as coisas. Apoiar nossa seleção e vibrar com cada gol não diminuiu em nada a indignação que estamos sentindo. O legado da Copa deveria ser justamente este incômodo, que podemos usar para alavancar nosso país.

No futebol nós fazemos parte de uma elite mundial. E isso é motivo de orgulho. Se nós temos resultados positivos consistentemente há anos, significa que há trabalho, comprometimento, estratégia, estímulo, reconhecimento. Temos algo a aprender nesta área.

Para mim, a grande questão é: como transpor o que já fazemos bem no futebol para outras áreas como educação, ética, justiça, política e economia para obtermos, quem sabe, o mesmo grau de excelência?

A gente não precisa deixar de ser o país do futebol para ser muito mais.

Rumo ao hexa!