Na semana passada estive na HSM Expo Management e assisti a algumas palestras. O mais interessante para mim foi perceber que, apesar de eu ter escolhido tópicos bem diversos, algumas tendências se repetiram nas apresentações e isso chamou minha atenção.

Uma questão bem discutida foi a tendência à redução do consumo e as mudanças na relação das empresas com o consumidor. Os palestrantes acreditam que a tendência agora é consumir menos, priorizar “experiências” ao invés de bens e usar o mundo virtual com maior intensidade.

Outra tendência identificada é a da complexidade e interdependência que vêm se apresentando num mundo com crescimento populacional relevante e com avanços tecnológicos rápidos. Este processo deve se acentuar. A solução proposta é que os indivíduos se tornem cada vez mais criativos e preparados para lidar com problemas inéditos que surgem com velocidade elevada.

Um 3º tópico muito citado foi a preocupação crescente por qualidade de vida, tendo como principais contrapontos a questão do uso de mídias, as mudanças das relações de trabalho, a facilidade para empreender, a rapidez das mudanças e o “achatamento” das organizações em menos níveis hierárquicos.

Fiquei refletindo sobre este mundo novo que está sendo “antecipado”…

O que fazer para ser mais criativo? Como tomar decisões em cenários tão complexos e mutáveis? Empreender, trabalhar como CLT ou atuar em projetos? Como construir uma carreira, qual formação e experiências escolher, para ter sucesso?

E em relação às empresas: o que poderia ser feito para “conversar” com este novo consumidor? Como lidar com estas mudanças nas relações de comunicação, compra, construção de marca, divulgação de produtos, retenção de clientes? Como crescer se o cenário é de redução do consumo, o que oferecer?

Em resumo, o que podemos fazer hoje para aproveitar melhor estas oportunidades que vão surgir?