Ontem assisti a uma palestra muito interessante sobre depressão com a psicanalista Débora Andrade.

No meu trabalho é comum atender clientes que sofrem em algum grau com esta doença e, embora eu não “trate” a depressão, procuro estar informada sobre o tema, em especial como ajudar a pessoa que está nesta situação.

E me recordei de uma colega que entrou numa crise de depressão severa há alguns meses atrás. Eu ofereci  ajuda e tentei por várias semanas mas, em certo ponto, desisti por entender que ela não estava se comprometendo (eu acredito que só devemos ajudar quem quer ser ajudado).

Durante a palestra, percebi que provavelmente aconteceu isso mesmo, mas que talvez no estágio da doença em que estava ela não pudesse se comprometer com sua própria recuperação. Que talvez minha expectativa fosse alta demais em função do momento dela…

Doeu perceber isso – quem gosta de ver seu próprio erro? Mas não dá pra ficar só no aprendizado, no “fazer melhor” daqui pra frente. Eu quero ter a chance de reparar esta situação com ela.

Então decidi procurá-la. Fiquei triste por saber que ela continua doente e que várias áreas da sua vida já foram afetadas.

O interessante é que minha decisão de retomar o contato com ela me animou e me fortaleceu. Agora me sinto mais preparada, entendendo que o principal será ajustar meu ritmo ao dela, seja lá qual ritmo for. Com muita paciência!

Espero que ela me dê uma segunda chance para ajudá-la no que ela precisa.